quarta-feira, 20 de março de 2013

ROTEIRO O EVANGELHO NO LAR



Finalidade: trata-se de um encontro semanal, sendo previamente marcado o dia e a hora, (devendo ser repetido sempre no mesmo dia e hora da semana) com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos, à luz do Espiritismo, e sob a assistência dos Benfeitores Espirituais.

1. Participantes:

podem ser todas as pessoas do lar, inclusive as crianças.
ou ainda pode ser feito por apenas uma pessoa da casa.

2. Roteiro da Reunião:

leitura, sem comentários, de uma página de um livro (por exemplo, Pão Nosso, Fonte Viva, entre outros);
prece inicial;
leitura e comentários de um tópico de O Evangelho segundo o Espiritismo, estudado de forma seqüêncial;
prece de encerramento.

3. Recomendações:

o tempo da Reunião deve ser, no máximo, de uma hora;
evitar a manifestação mediúnica de Espíritos;
pode-se colocar água para ser beneficiada pelos Protetores Espirituais e, após, repartida entre os participantes;
a presença de visita, não deve ser motivo para suprimir a Reunião.
no caso de se perder o dia da reunião em determinada semana, pode-se continuar na próxima;
quando toda a familia participa e acontecer de ter uma só pessoa no dia marcado, a reunião deve acontecer normalmente;
no caso de viagem, a familia pode realizar a reunião onde estiver;

Culto Cristão no Lar

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calúnia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio encontra compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap 1, p. 11-12.

Fonte: Folder distribuído pela Federação Espírita Brasileira. www.febnet.org.br






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domingo, 10 de março de 2013

ESTAGIÁRIOS DO AMOR

As leis divinas são perfeitas em seus objetivos de nos fazer gravitar para Deus.
Cada existência no corpo físico é oportunidade bendita de aprendizado e crescimento.
Nesta escola, chamada Terra, estagiamos em todos os continentes, dentro do seio das várias raças, experimentando os mais variados costumes sociais.
Quando nascemos dentro de um lar brasileiro, aprendemos as lições de vida que o Brasil nos propicia. Temos liberdade religiosa, liberdade de expressão, liberdade no vestir, na escolha da profissão.
Aprendemos a ser solidários, a ser um povo gentil, alegre, vivendo num país banhado pelo oceano e ensolarado quase o ano inteiro.
Numa outra reencarnação, as leis divinas nos conduzem a outro país, para que aprendamos novas lições.
E aí nascemos em algum país da Europa onde o sol se esconde boa parte do ano. Teremos que conviver com o frio intenso e com os dias cinzentos por vários meses.
Aprenderemos a cultivar outros valores, outras maneiras de viver, outro jeito de ser.
E as leis nos direcionam a um país árabe. Aprenderemos a conviver com uma cultura bem diferente; com a pouca liberdade da mulher, com a rigidez na educação dos filhos; com as várias restrições e costumes característicos.
Depois iremos estagiar no Japão, na Índia, na África, e aprenderemos a amar outras tantas pátrias, outras tantas raças, outros tantos irmãos em humanidade.
Desenvolveremos nossa capacidade de amar num lar norte-americano, num lar soviético, numa família iraquiana, num lar australiano...
Passaremos por momentos de dor e alegria e abriremos em nossos corações um espaço para o amor que abrange todos os povos...
É por essa razão que muitos alemães sentem grande afeto pelo Brasil, pelo povo brasileiro.
É por essa razão que muitos árabes e japoneses nutrem amor por nossa pátria.
Não é por outro motivo que muitos brasileiros guardam especial carinho pelo povo africano, alemão, soviético, e por outros tantos povos.
E é assim que vamos estendendo nossos laços de afeto pela humanidade inteira. É assim que, quando alguma tragédia acontece num desses países em que já vivemos, nós sentimos como se fosse com nosso próprio país.
Quando vemos as guerras cruéis infelicitando os povos distantes, nossos corações se entristecem como se fosse com nosso próprio povo.
Dessa forma, estagiando ora aqui, ora ali, vamos aprendendo todas as lições e retendo o que há de melhor para nossa evolução, como espíritos imortais que somos.
Chegará o dia em que nosso amor abrangerá a humanidade inteira, independente de raça, de posição social ou de religião.
E nesse dia não haverá mais guerras, nem disputas, e a verdadeira fraternidade será uma realidade entre todos os povos.
Não haverá mais a subjugação do mais fraco pelo mais forte, e todas as nações serão solidárias.
É assim que Deus governa os mundos. E a reencarnação é a prova do amor divino pelos Seus filhos, conduzidos ao palco da Terra tantas vezes quantas sejam necessárias.
É assim que, estagiando no seio de todos os povos, aprenderemos a amar, sem distinção, a raça humana.
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Nesta imensa escola chamada terra, há alunos em diferentes estágios de aprendizado.
Alguns já aprenderam as lições básicas do respeito à vida e ao semelhante.
Outros ainda estão por aprender o b-a-bá da fraternidade.
Mas muitos já estão ensinando, através do próprio exemplo, o amor incondicional que um dia será a tônica desta pequena escola chamada terra.
Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em palestra proferida por Raul Teixeira na cidade de Cascavel-PR, no dia 14/09/01.

EQUIPE - DIJ SEFA